Os caminhos do jornalismo

Como qualquer área, a comunicação também se transforma e, neste processo, é preciso que os profissinais entendam sobre os rumos que nos levarão daqui por diante

O jornalismo é uma profissão apaixonante para quem está nela. Porém, de uns anos pra cá, aquela velha “métrica” do 8 ou 80 tem servido como uma luva, infelizmente. Vejo muitos profissionais que já não gostam mais de atuar com o jornalismo por diversas razões, entre elas e a principal, a falta de perspectiva.

No entanto, o que a maior parte se engana é acreditar que a falta de perspectiva é da própria profissão, quando, muito pelo contrário, se dá pelo próprio profissional. Se qualquer área existente não oferecer uma visão de futuro, não o faz por que as pessoas que a compõe não estão dando o seu melhor para caminhar de forma diferente.

A comunicação, como um todo, passa por estes tipos de transformações constantemente, ainda mais no dias de hoje, com diversas mudanças tecnologicas quase que diárias. As redes sociais trazem um novo aspecto sobre como se comunicar. Elas tornam as pessoas bipolares, em um bom sentido, porque há tanta oferta que a demanda cresce e se modifica quase que instantaeneamente.

É preciso que os profissionais observem em seu entorno profissional, qual rumo devem tomar para que o seu ofício continue prazeroso, mas também lucrativo. E digo que a observação é de cada um pois cada profissional, dentro de alguns padrões, tem seu modo de trabalhar e especialidades dentro da comunicação que mais se sente confortável.

Com tudo, de modo geral, vejo que trilhar um novo e positivo caminho do jornalismo não passa somente pelo aspecto da percepção de cada profissional, mas também pela forma como olhamos, interagimos e nos manifestamos para a sociedade. Nosso trabalho envolve a credibilidade com as pessoas, envolve trazer reflexão sobre os temas mais complexos, com base em pesquisas, dados, estudos, entre outros, para fazer que cada pessoa tenha sua própria conclusão.

Em tempos de crise humanística, na qual as pessoas mais brigam do que se entendem e se respeitam, é ainda mais importante o nosso papel de oferecer conteúdo relevante e inteligente.

Não precisamos, e nem devemos estar neutros. Muito pelo contrário, temos sim que assumir um lado da conversa, mas sempre mostrando para todos a realidade pelos mais diversos pontos de vista.

Se fizermos o contrário disso, qualquer perspectiva de melhora e de novos rumos da profissão, serão apenas mais um projeto no papel.